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Joesley nega ter sido orientado por ex-procurador a gravar Temer

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O empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, que controla a JBS, e outros dois executivos da empresa prestaram depoimento nesta quinta-feira na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, no procedimento que pode revogar os benefícios concedidos a eles no acordo de delação premiada que firmaram com a PGR.
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A investigação que pode acabar com a imunidade concedida aos executivos da JBS na delação foi aberta pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois de vir à tona um áudio de quatro horas de duração, em que Joesley e o diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud, falam sobre a influência do ex-procurador da República Marcelo Miller nas tratativas que levaram à delação.

Conforme o portal do jornal O Estado de S. Paulo, Joesley Batista disse na oitiva que Miller não o orientou a fazer a gravação da conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em março, maior trunfo da delação premiada da JBS.

Joesley admitiu, ainda de acordo com o jornal,  que conheceu o ex-procurador antes da exoneração dele do Ministério Público Federal, mas ponderou que Marcelo Miller se apresentou a ele como advogado e disse que já havia pedido para deixar o MPF. A exoneração de Miller foi oficializada apenas em abril.

Segundo o Estado de S. Paulo, o empresário declarou que o ex-procurador da República não atuou na delação nem mesmo depois de deixar o cargo público. Joesley reconheceu, contudo, ter conversado superficialmente com ele sobre o acordo.

As menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao próprio Rodrigo Janot no áudio da conversa entre Joesley e Saud foram minimizadas pelo empresário em sua oitiva.
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Além do empresário, Ricardo Saud e o diretor jurídico do grupo, Francisco de Assis e Silva, também depuseram à PGR nesta quinta-feira. A subprocuradora da República Cláudia Marques, que conduz o procedimento de revisão do acordo, ouvirá Marcelo Miller amanhã e ainda deve analisar informações do escritório Trech, Rossi e Watanabe, que empregou o ex-procurador depois de sua exoneração.

Fonte: Veja.com

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